sexta-feira, 24 de abril de 2015

Trip Montevidéu :: Dia 3 :: 20/04/2015

Dia 3 - 20/04/2015

Acordamos cedo, fizemos as malas, um reforçado café da manhã e pegamos a estrada rumo a Colonia del Sacramento. Deixamos o hotel com as bagagens, pois nossa intenção era já iniciar o retorno neste dia, pernoitando possivelmente em Piriápolis.


Seguimos pela Ruta 1 por 180 km até a Colonia. Mais uma vez as rodovias uruguaias surpreendem pela excelente qualidade, porém logo na saída de Montevidéu, muitos trechos em obras e desvios.

Chegando em Colonia o visual é incrível, centenas de um tipo de coqueiro acompanham a Ruta 1 pelos dois lados, por muitos km e uma pista perfeita.


Colonia é uma cidade pequena e cheia de história, sendo a única cidade uruguaia colonizada por portugueses e que fica a sudoeste do país, separada de Buenos Aires/ARG apenas pelo Rio da Prata.

Vale a pena passar o dia inteiro na cidade para explorá-la ao máximo, se puder, fique para dormir e vá no outro dia a Buenos Aires, pelo Buquebus.

Logo ao chegar nos dirigimos ao centro de informação ao turista, para não perder muito tempo "vagando" pela cidade.


Assistimos a um vídeo 3D muito legal que mostra as belezas do Uruguai em 12 minutos por aproximadamente 4 reais. Valeu muito a pena!





Conhecemos os diversos pontos turísticos no centro histórico, almoçamos a tarde e seguimos rumo a Piriápolis.







Saímos de Colonia e rodamos mais 288 km até Piriápolis, nosso destino final neste dia. A ideia principal era pernoitar em Piriápolis, reduzindo assim a nossa distância a ser percorrida no último dia, conhecendo o litoral do Uruguai (Punta Balena, Maldonado, Punta del Este, La Paloma, Cabo Polonio e Punta del Diablo).

Chegamos por volta das 20h em Piriápolis, quando logo conseguimos um excelente hotel chamado Cólon. Realmente muito bom, conseguimos fechar um bom preço 1.800 pesos para duas pessoas, com café da manhã, calefação e o melhor, piscina térmica. Sem dúvida uma excelente opção para relaxar depois de mais um dia "estressante" de passeios e estradas.



Amanhã nosso último dia de viagem, conhecendo o litoral uruguaio.

Continua...




domingo, 19 de abril de 2015

Trip Montevidéu :: Dia 2 :: 19/04/2015

DIA 2 - 19/04/15


Acordamos relativamente cedo, às 8:30 já estávamos prontos para sair, sendo que neste dia optamos por conhecer Montevidéu. Seguimos a pé pela Avenida 18 de Julho até a Praça da Independência, que abriga o monumento de homenagem ao General Artigas e o Mausoléu com as cinzas do general. Uma rápida circulada pelo centro passando pela Puerta de la Ciudadela, com direito a passagem pelo Teatro Solis, porém apenas por fora pois ainda não era hora de visitação. A visitação interna ao Teatro tem horários pré-definidos, consulte antes para não perder a hora. Na Praça Independência tem ainda em sua volta o belíssimo Palácio Salvo, Palácio Estevez, a Torre Executiva da Presidência do Uruguai.

Praça da Independência
     


     


Continuando a caminhada, seguimos pela 18 de Julho, procurando pelo centro de informação ao turista. Sem dúvida esta é a melhor forma de se manter informado sobre o que fazer e quando. Bem no centro da rua 18 de Julho tem um grande prédio de tijolo a vista em uma praça, é a Torre de Telecomunicações da ANTEL (antiga Estação Ferroviária). O Centro de Intendencia de Montevidéu pode ser facilmente localizado na frente deste prédio. Mais informações podem ser obtidas nos sites:


Para começar, solicite um ticket gratuito de visitação ao mirante da ANTEL, a 22 andares de altura, onde você poderá contemplar a mais bela vista em 360 graus de toda a cidade. Várias placas fixadas nos vidros indicam os principais pontos turísticos da cidade e um pouco da história de cada um. Sem dúvida que este lugar é belíssimo para curtir uma manhã ensolarada na companhia de um chimarrão bem quente no outono/inverno.



Retornamos ao hotel para pegar as motos, GPS e facilmente encontrar os pontos que tínhamos interesse em visitar. Dê preferência para fazer este passeio turístico no sábado, pois é impressionante, mas muitos museus e prédios estão fechados para visitação no domingo.




Depois de rodar por mais de 3 horas conhecendo diversos lugares, fomos almoçar no Mercado del Puerto. Algo muito parecido com nosso mercado público de Porto Alegre, porém apenas com restaurantes e muita Parrilla. Lugar imperdível!



Uma cerveja a noite caiu muito bem, vários bares nesta rua (Av. Dr. Luis Alberto de Herrena, próximo a Rambla).


Amanhã, nosso terceiro e penúltimo dia de trip, seguiremos para Colonia del Sacramento...

sábado, 18 de abril de 2015

Trip Montevidéu :: Dia 1 :: 18/04/2015

DIA 1 - 18/04/15

Sempre me imaginei fazendo uma longa viagem de moto, principalmente internacional, acredito que este seja também o sonho de muitos outros motociclistas. Depois de muito pensar sobre o destino e período a fazer esta trip, escolhi o destino, que seria Montevidéu, no Uruguai. Iniciei então um trabalho de pesquisa para identificar melhores rotas e pontos a conhecer, bem como o que levar e como levar. Esta viagem foi escolhida devido a pouca distância (previsto em 2 mil km entre ida e volta) e pouco tempo disponível (apenas 4 dias, aproveitando o feriado de Tiradentes).

A princípio eu faria esta viagem sozinho, mas quase no final da prorrogação convenci o amigo Gustavo Grings a integrar esta trip, então analisamos o roteiro e definimos nosso percurso. Na bagagem, somente o que consideramos ser essencial, mas depois pudemos observar que neste essencial tinha muita coisa desnecessária. Nossa saída foi estabelecida para as 5:30 do dia 18/04, retornando em 21/04.

Na véspera tentamos recrutar o Leandro Marques, mas devido a algumas questões pessoais e até porque decidimos em cima da hora, ele não pôde nos acompanhar.

Da esquerda para a direita: eu, Gustavo Grings e Leandro Marques

Roteiro de IDA Previsto: Porto Alegre até a entrada de Pelotas pela BR-116, seguindo pela BR-392 até próximo de Rio Grande e finalmente pela BR-471 via Santa Vitória do Palmar (conhecendo a Reserva Ecológica do Taim), até o Chuí, fronteira com o Uruguai. No Chuy/UY seguiríamos pela Ruta 9 até Montevidéu, passando pela cidade de Rocha, totalizando aproximadamente 860 km, os quais tínhamos a intenção de percorrer já no primeiro dia, pernoitando em Montevidéu.


Saímos de Porto Alegre próximo das 6:00, prevendo paradas a cada 150km pra esticar as pernas e abastecer, independente da quantidade de gasolina no tanque. Isto porque estávamos com motos completamente diferentes, sendo eu com uma Kawasaki ER-6N (naked) e o Grings com uma Harley Davidson Fat Bob, além claro, de fazer algumas experiências para termos base para uma trip bem maior no final do ano, algo que será entre 10 e 15 mil km.

Nossa primeira parada foi em São Lourenço do Sul/RS, aproximadamente 200km, para abastecer e tomar um café da manhã. Seguimos pela rota prevista, passando pelo Taim, rumo a Santa Vitória do Palmar. Nosso primeiro erro, não seguir as paradas programadas, sendo que deveríamos ter abastecido em um posto na entrada da BR 471. De São Lourenço ao primeiro posto na BR 471 foram mais de 230 km, já com o tanque na reserva. A passagem pelo Taim foi espetacular, lugar lindo demais, muita natureza e infelizmente muitas capivaras mortas por atropelamento. A velocidade máxima nos 25 km de estrada cortando o Taim é de 60 km/h, sendo que deve-se ter muita atenção pois um acidente de moto neste trecho certamente não será agradável pois tudo fica muito longe e sem muita comunicação.


Mais alguns km à frente chegamos na cidade de Santa Vitória do Palmar, região de muitos ventos e parques eólicos. Cidade pequena com casas antigas e preservadas, vale a pena seguir pela rua principal até a praça central e retornar. Optamos por não nos desviar da rota, mas acredito que uma excelente opção seja visitar o parque eólico, que fica à esquerda na BR, rumo ao Chuy.


Seguimos mais alguns km e chegamos ao Chuy, onde preferimos abastecer no lado brasileiro, pois a gasolina no Uruguai é bem mais cara, algo em torno de 40 pesos, cerca de R$ 5,00 o litro. Nesta época a cotação estava de 8 pesos para cada 1 real, sendo que o ideal é procurar alguma casa de câmbio oficial, não perca tempo em procurar por fora, porque não vale a pena, prefira sempre as casas  oficiais. Chuy é uma cidade bem pequena, com uma grande avenida principal com diversas lojas, se tiver algum tempo vale a pena uma rápida explorada. Fizemos câmbio e almoçamos em um excelente restaurante por kilo, já ansiosos por atravessar a fronteira.

A uns 2 km da cidade, rumo ao Uruguai, parada obrigatória na Aduana Uruguaia para identificação e verificação dos documentos. Tenha em mãos: 1) Carteira de Identidade (com no máximo 10 anos contando da data de emissão) ou Passaporte válido; 2) Carta Verde expedida por alguma seguradora (fiz a minha pela HDI Seguros, para 4 dias, por R$ 95,00); 3) Documento do veículo. Lembrando que todos os passageiros devem identificar-se para entrar no país. Caso seu veículo esteja alienado a alguma financeira, porém em seu nome, não é necessário nenhuma autorização da mesma. A autorização para o veículo sair do país é obrigatório apenas se o veículo estiver financiado por leasing ou não estiver no seu nome. Consulte o consulado uruguaio para maiores informações.

Dica: Nossa carteira de habilitação não é válida como documento de identificação.

Dependendo do dia, prepare-se para enfrentar a fila. Caso vá de passaporte, os trâmites são mais rápidos, bastando carimbar a entrada e passar na verificação dos documentos, já com o veículo. Se optar por carteira de identidade é necessário preencher um documento de entrada que precisa ser devolvido na saída.


Depois de ficar mais de 40 minutos na Aduana, e pelo menos mais 1h30m no Chuy, seguimos pela Ruta 9 até Rocha (+- 130 km), por belíssimas estradas. Os motoristas uruguaios são muito educados no trânsito, sempre cedendo passagem quando possível e avistam os motociclistas de longe. Não vi muitas motos na estrada, exceto de alguns poucos locais, próximos às cidades. Alguns pontos devem ser observados durante sua viagem pelo Uruguai: 1) Obrigatório uso de colete reflexivo para piloto e garupa, adquira o seu antes. Viajamos o tempo todo sem, pois não sabíamos, ao mesmo tempo que demos sorte de não ter sido parados. 2) Os pedágios são liberados para as motos.

Paramos em Rocha para abastecimento e hidratação em um posto Esso no trevo principal de acesso a cidade. Neste trevo pode-se acessar a cidade ou seguir pela Ruta 15 à esquerda até a praia de La Paloma, pertencente ao município de Rocha. Como estávamos bastante atrasados, deixamos para visitar este praia no retorno.


Saímos de Rocha rumo a nossa última parada, Montevidéu, por mais aproximadamente 200 km. O sol ia se pondo aos poucos, já dificultando um pouco a visão na estrada pois refletia diretamente sob nossas viseiras, de frente. No município de Maldonado, ainda pela Ruta 9, próximo a entrada para Piriápolis (entrada do morro da cruz), paramos para algumas fotos:


A Ruta 9 é bem extensa, fomos até o final dela, quando entronca com a Ruta 8, a qual seguimos até Montevidéu. Já na Ruta 8, passamos pela região metropolitana de Montevidéu, algo parecido com Canoas/Esteio/Sapucaia/NH, no RS.


Chegamos em Montevidéu às 19:00, já nos deslocando para o centro da cidade para buscar um hotel, pois optamos por não reservar antecipadamente. Depois de algumas buscas, encontramos o Hotel Embajador na rua San Jose, paralela a avenida principal da cidade, 18 de Julio. Descarregamos as bagagens, um bom banho para quebrar o ritmo da estrada e comemos um excelente entrecot com uma cerveja bem gelada em um restaurante na mesma rua, o qual não me lembro o nome, mas com excelente custo-benefício. Lembro que na entrada desta casa tinha uma placa de madeira tipo estas placas de tabernas, praticamente ao lado do estacionamento do hotel, seguindo um pouco mais a frente, pela mesma rua.


Hora de dormir um pouco porque o próximo dia promete.

Continua....

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Colômbia - dias 6 e 7 - 13 e 14/08/2014

Tudo perfeito até agora e aproveitando os momentos ao máximo, afinal, nossa trip está quase chegando ao fim. Preferi relatar esses dois dias em um único post porque voamos na mesma rampa, em Los Tanques, local onde será realizado o campeonato mundial de paraglider em janeiro próximo.

O visual desta rampa é um dos mais bonitos de todos que fomos até agora, pelo menos na minha humilde opinião. Em um dia fizemos a subida por um caminho, praticamente todo de asfalto, sendo apenas o último trecho de terra e no outro, reduzimos praticamente pela metade o tempo entre o pouso e a rampa. O visual do caminho mais longo é muito bacana, muitas curvas contornando os morros, me lembrou a Serra Rio do Rastro, asfalto muito bem cuidado. Fiquei pensando em uns amigos que curtem um esporte chamado Drift Trike, seria alucinante descer aquela estrada de carrinhos (e haja freio)!!!


Do ponto aonde o nosso caminhão ficou até o ponto de decolagem existe uma subida bastante íngreme e especialmente neste lugar, um nativo que cuida da terra, se ofereceu para levar os gliders (aproximadamente 20kg cada) até a rampa. Para isto, utilizou-se de dois cavalos, pendurando um glider de cada lado do animal, preso pela alça da mochila do equipamento.


O valor cobrado para levar o equipo foi de 2 mil pesos (cerca de $ 1.10 USD), sendo que teve piloto que pagou para levar o glider em um cavalo e alugou o outro cavalo para não ter que subir caminhando. A subida era muito íngreme, até os cavalos passaram um pouco de trabalho, mas como sempre alguns guerreiros e muito bem fisicamente levaram o parapente no próprio lombo até o ponto de decolagem.


A pista de decolagem (porque parecia um aeroporto) em declive era perfeito para decolagem de alpina, sendo que a maioria preferiu este tipo de saída. No segundo dia estava pra lá de especial, pois a rampa estava totalmente coberta por neblina e pelas nuvens, podíamos ver a umidade escorrendo por entre as encostas rumo ao cume. Neste dia decolamos e já entubamos, a maioria, se não todos, puderam sentir o cheirinho bom das nuvens.

Minha decolagem em Los Tanques

Novamente superação de limites, todos voaram muito bem, boas térmicas de todos os tipos, boa evolução em mais um voo local. Fizemos amizade com uma gurizada que ao nos ver pousando, rapidamente nos encontraram e pediram para dobrar os gliders, sendo que dávamos entre mil e dois mil pesos por equipamento dobrado.

Alguns pilotos foram voando até a cidade de Roldanillo e pousaram próximo a pousada, quando relataram que estava bem turbulento e já entrando o vento do pacífico.



No final da tarde, depois do voo, grande parte do time foi fazer um passeio turístico para conhecer o vilarejo de La Tuia, nas cordilheiras.