quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Colômbia - dias 6 e 7 - 13 e 14/08/2014

Tudo perfeito até agora e aproveitando os momentos ao máximo, afinal, nossa trip está quase chegando ao fim. Preferi relatar esses dois dias em um único post porque voamos na mesma rampa, em Los Tanques, local onde será realizado o campeonato mundial de paraglider em janeiro próximo.

O visual desta rampa é um dos mais bonitos de todos que fomos até agora, pelo menos na minha humilde opinião. Em um dia fizemos a subida por um caminho, praticamente todo de asfalto, sendo apenas o último trecho de terra e no outro, reduzimos praticamente pela metade o tempo entre o pouso e a rampa. O visual do caminho mais longo é muito bacana, muitas curvas contornando os morros, me lembrou a Serra Rio do Rastro, asfalto muito bem cuidado. Fiquei pensando em uns amigos que curtem um esporte chamado Drift Trike, seria alucinante descer aquela estrada de carrinhos (e haja freio)!!!


Do ponto aonde o nosso caminhão ficou até o ponto de decolagem existe uma subida bastante íngreme e especialmente neste lugar, um nativo que cuida da terra, se ofereceu para levar os gliders (aproximadamente 20kg cada) até a rampa. Para isto, utilizou-se de dois cavalos, pendurando um glider de cada lado do animal, preso pela alça da mochila do equipamento.


O valor cobrado para levar o equipo foi de 2 mil pesos (cerca de $ 1.10 USD), sendo que teve piloto que pagou para levar o glider em um cavalo e alugou o outro cavalo para não ter que subir caminhando. A subida era muito íngreme, até os cavalos passaram um pouco de trabalho, mas como sempre alguns guerreiros e muito bem fisicamente levaram o parapente no próprio lombo até o ponto de decolagem.


A pista de decolagem (porque parecia um aeroporto) em declive era perfeito para decolagem de alpina, sendo que a maioria preferiu este tipo de saída. No segundo dia estava pra lá de especial, pois a rampa estava totalmente coberta por neblina e pelas nuvens, podíamos ver a umidade escorrendo por entre as encostas rumo ao cume. Neste dia decolamos e já entubamos, a maioria, se não todos, puderam sentir o cheirinho bom das nuvens.

Minha decolagem em Los Tanques

Novamente superação de limites, todos voaram muito bem, boas térmicas de todos os tipos, boa evolução em mais um voo local. Fizemos amizade com uma gurizada que ao nos ver pousando, rapidamente nos encontraram e pediram para dobrar os gliders, sendo que dávamos entre mil e dois mil pesos por equipamento dobrado.

Alguns pilotos foram voando até a cidade de Roldanillo e pousaram próximo a pousada, quando relataram que estava bem turbulento e já entrando o vento do pacífico.



No final da tarde, depois do voo, grande parte do time foi fazer um passeio turístico para conhecer o vilarejo de La Tuia, nas cordilheiras.





terça-feira, 12 de agosto de 2014

Colômbia - dia 5 - 12/08/2014

Nosso primeiro dia na cidade de Roldanillo, acordamos cedo e nos encontramos para o café da manhã na pousada Cloudbase Colombia, do nosso amigo suíço Jonathan Vigano. Excelente base de apoio, tudo perfeito desde as acomodações, limpeza, boa cama e chuveiro, além do café da manhã especial e o mais importante, a cordialidade do Jonathan e de sua esposa, Claudia.


Grande surpresa foi o carro nos esperando para nos levar até a rampa de Ansermanuevo, todo decorado a mão, ilustrando a belíssima região do Valle del Cauca. Neste ponto mais uma aventura, alguns pilotos foram em cima do teto do caminhão dividindo o espaço com os gliders. Partimos pelas ruas de Roldanillo, rumo a Ansermanuevo ao som de salsa, reggaeton e outros estilos colombianos e porto-riquenhos, pura curtição.


As estradas nesta região são muito boas, como disse em um posto anterior, sentimento de respeito aos limites de velocidade. Paramos em um ponto onde o Jonathan nos explicou sobre o voo naquela região, aonde poderíamos ir ou não, principalmente porque a beira da estrada tem um rio usado para irrigar as plantações e pousar do lado de lá do rio/estrada certamente seria um problema para atravessar para o outro lado.


Nosso caminhão não conseguiria subir até a rampa devido as condições das estradas de terra, locais muito íngremes e para carros mais estreitos, por isso agrupamos os gliders e os pilotos em dois Jeeps para a subida.


A cordilheira que nos leva até Ansermanuevo é belíssima e mais uma surpresa no final da estrada. A rampa é uma propriedade particular, um clube de voo, que possui um zelador permanente que confere todas as habilitações para certificar que os pilotos que pretendem voar neste sítio estão devidamente preparador para tal. Além da habilitação é necessário pagar uma diária de voo, a qual já estava incluída no valor de nossa expedição, sendo que apenas abrimos os gliders e voamos.


Pitti, Mateus, Maurício e Jonathan decolaram primeiro e tiraram para o cross, enquanto os demais pilotos aguardaram a condição amadurecer um pouco mais.


Depois do voo fomos até a cidade de Toro para resgatar a galera do cross e paramos para almoçar na beira da estrada. Um tipo de risoto dentro do porco, costelas defumadas e comidas típicas da região. Não me animei para experimentar o risoto, mas quem comeu disse que estava muito bom (ou era fome?! rssss).


Retornamos a pousada e quem estava mais disposto aproveitou para curtir a piscina com uma bela cerveja Poker e hidro.