segunda-feira, 14 de julho de 2014

Serra Rio do Rastro :: Objetivo cumprido!!!

Buenas!!! Depois de muita espera para a realização da TRIP, São Pedro nos presenteou com dois belíssimos dias para passarmos sobre duas rodas.

Mal consegui dormir na noite que antecedeu a nossa viagem tamanho era a expectativa para conhecer a Serra Rio do Rastro. Acordei cedo e às 6:00 já estava deixando a Zona Sul de Porto Alegre rumo a Osório (Doces Maquiné), nosso primeiro ponto de passagem, onde eu e o Leandro encontraríamos o Lucio e Laercio, seguindo então todos juntos para Torres (200 km de Porto Alegre, 100 km de Osório), onde o Grings nos esperava para iniciarmos a TRIP.

Nosso ponto de encontro em Torres foi no posto Ipiranga, logo que passa a entrada da cidade, onde aproveitamos para esticar as pernas e tomar um belo café da manhã.



Todos muito bem alimentados, seguimos rumo a nossa próxima parada, Criciúma-SC (+109 km). Tivemos um pouco de dificuldade até localizarmos a rodovia que levava até as cidades de Urussanga e Lauro Muller. O melhor caminho a fazer é seguir pela Av. Centenário (a principal de Criciúma) e cuidar as placas indicando Serra Rio do Rastro.

Siga pela Rodovia SC-108, passando pelas cidades de Cocal do Sul, Urussanga, Orleans e por último, Lauro Muller, onde oficialmente começa a Serra Rio do Rastro. Evite o trecho via Siderópolis, a estrada não é boa e o visual não é tão bonito quanto via Orleans.


O início da subida da Serra é realmente belíssimo, paisagens alucinantes e muitos pontos de recuo para estacionar e tirar muitas fotos para registrar a aventura, são apenas 13km que impressionam.




O "teto estava baixo" neste dia, ou seja, a cobertura de nuvens e umidade no topo da Serra era intensa, sendo que já podíamos ver de longe que mais da metade da serra estava encoberta por neblina. Continuamos nosso passeio, contemplando a beleza natural que cada vez se tornava mais intensa. É possível ver diversas cachoeiras do outro lado da Rio do Rastro, acredito que algumas devam ser acessíveis, entretanto como este não era nosso foco, seguimos...


Muitos trechos com a pista molhada devido a água que escorre pela encosta dos morros. Embora não estivesse tão frio neste dia, dizem que essa água vira gelo e se torna extremamente perigoso devido a possibilidade de queda da moto. Outro ponto de atenção são as curvas extremamente fechadas, quando da passagens de caminhões e ônibus tem que ter muito cuidado, pois eles precisam ocupar praticamente toda a outra pista. Sempre dê preferência para eles, são maiores e mais difíceis de parar e manobrar (né Leandro rsss)?!


Depois de mais alguns minutos de subida não conseguíamos ver muito a frente tamanho era a neblina e chuva fina. Sabíamos desde já que seria impossível contemplar o belo visual da Serra Rio do Rastro de cima, de qualquer forma ficou um bom motivo para voltarmos lá em breve. Nossa visibilidade era de não mais de 20 metros de distância em alguns pontos.

 

A neblina foi diminuindo assim que nos afastávamos da serra, rumo a São Joaquim. Paramos em um excelente restaurante chamado "Churrascaria Cascata", em Bom Jardim da Serra, atendimento, comida e visual TOP!!! Quem não está acostumado aos pratos regionais, ficará surpreso com a qualidade e sabor, pude experimentar um feijão tropeiro com carne e linguiça, além de um delicioso arroz carreteiro com pinhão. Após a refeição é possível caminhar e contemplar a belíssima natureza local que fica a beira de um rio. Mais informações no site www.churrascariacascata.com.br .



Continuamos nossa TRIP rumo a Lages, passando por São Joaquim. Infelizmente nos deparamos com um acidente de moto no caminho,  aparentemente nada grave, mas certamente algo que nenhum de nós deseja passar. A estrada entre São Joaquim e Lages é muito ruim, muitos desníveis, buracos e embora esteja em reforma, a estrada aparenta estar abandonada.

Chegamos em Lages com uma chuva leve e abastecemos no primeiro posto próximo a cidade, ainda na rodovia. Muitos motociclistas no posto, fila para abastecer e a maioria das motos cobertas de barro, tivemos então a impressão de que as pessoas estavam fugindo da chuva.

Nosso primeiro e único desafio foi arrumar um lugar para dormir, visto que decidimos ir para o evento em cima da hora, nem hotel reservamos. Decidimos encontrar um lugar para pernoitar e só então seguir tranquilos para curtir o Motoneve. Todos os hotéis, pensões e demais estabelecimentos lotados, já tínhamos perdido a esperança de encontrar algo e conformados em dormir em qualquer canto quando um senhor nos aborda em frente a uma padaria e nos oferece um lugar para dormir. Depois de negociar o valor que era de R$ 100 por pessoa, conseguimos fechar em R$ 50/pp com café da manhã e só então fomos conhecer o local, que fica a poucos metros do parque onde estava acontecendo o encontro.

Não vou colocar fotos para não chocar as pessoas, aparentemente assustador, mas não posso me queixar, tinha cobertor, lençóis limpos (????) e até aquecedor, sendo um quarto duplo e outro triplo. Como estávamos somente entre homens, não pensamos duas vezes, pois já estávamos cansados, querendo apenas seguir para o evento e depois dormir, pois havíamos rodado mais de 500km somente naquele dia, algo impensável para "motoqueiros selvagens" como nós, de primeira viagem. Lembrando que esta foi a primeira trip que fizemos, acredito que conseguimos rodar sem muitos problemas na faixa dos 800km por dia.

Voltando então ao nosso "hotel", não me contive, veja você mesmo!


Alguém por favor, explica de quem é aquela mão?!


Bom, vamos continuar o relato, porque não se pode esperar que tudo seja perfeito, não é?! 

Já no evento, grata surpresa encontramos o pessoal de Getúlio Vargas/RS, especialmente o Chico Bala, da Couromania.


Chico com a galera da Trip Rio do Rastro

A festa estava muito boa, principalmente a última banda da noite de sábado, que fez o melhor cover do Pearl Jam que já ouvi, sensacional!!! Além das tradicionais "barracas" de comidas e bebidas que toda festa tem, o salão de expositores estava caprichado, com exposição de motos, acessórios e roupas.

Muito boa também a ideia do Dinamômetro, uma área onde coloca-se o pneu traseiro da moto sob um rolo, prende-se a frente e o piloto acelera até o final, para saber a performance de sua magrela. Só não gostei muito da área onde os motociclistas paravam e ficavam acelerando, tirando o máximo das motos, muito barulho, chegava a doer os tímpanos. Não gosto deste tipo de exibição, prefiro andar com a moto na estrada, ouvir seu belo ronco nas esticadas de marcha e reduções, mas não este tipo de coisa, fiquei pouco tempo nesta área.

A esta hora já passava das 21h e estávamos exaustos, então que decidimos por unanimidade sair para comer algo e retornar ao nosso "hotel". Na saída do evento perguntamos a uma das organizadoras que prontamente nos recomendou a que dizem ser a melhor pizzaria da cidade, porém nos sinalizou que não era possível "ir a pé" devido a distância, e como bebemos algumas cervejas, concordamos também em não ir de moto, então que a moça fala "mas olha…aquele ônibus passa na frente da pizzaria!".



A Pizzaria Phaellos realmente é muito boa, sistema de rodízio, ambiente bacana, sendo o público formado em sua maioria por jovens, como nós :-). Como nenhum taxi levaria cinco pessoas, novamente fomos para o ponto de ônibus e aguardamos. Estava muito frio e com uma chuva leve, mas em poucos minutos nosso transporte já estava ali. Na volta, paramos em frente ao parque onde estava sendo realizado o Motoneve e retornamos ao nosso hotel.

Depois de uma boa noite de sono, acordamos por volta as 8:00, definindo como horário limite para nossa saída, às 9:00. Tomamos um café da manhã muito bom e depois de tudo arrumado, conseguimos sair no horário. Acordamos como meta que almoçaríamos em Nova Petrópolis (+- 300km de onde estávamos), portanto, poucas paradas, apenas para abastecer, caso alguém precisasse. Seguimos então rumo a Nova Petrópolis, passando por Vacaria e Caxias do Sul, entre outros municípios menores.

Chegamos em NP entre 12:30 e 13:00 conforme previsto e almoçamos no Restaurante Torquês (vale a pena conhecer), para descontrair e falar sobre a TRIP, quando então nos despedimos e demos a viagem oficialmente por encerrada.


No Restaurante Torquês, da esquerda para a direita: Lucio, Leandro, Eu, Laercio e Grings.

Em algum lugar na estrada...

Para finalizar, só tenho a agradecer aos amigos que participaram desta TRIP, sem dúvida não teria sido a mesma coisa sem eles. Valeu a parceria, amizade, comprometimento e empenho para que pudéssemos juntos alcançar mais este objetivo.

Até a próxima!










2 comentários:

  1. Vini,

    Boa iniciativa do blog. Fotos incríveis!

    Já vão planejando a próxima aventura para postar aqui.

    OBS: Hotelzinho show de bola! haha

    Beijos

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